O verdadeiro encontro
A autorrevelação é a prova de amor que mais me mobiliza. Quando escuto os segredos mais sombrios de uma outra pessoa contados pela própria pessoa, sinto que a verdadeira conexão se estabelece. Quando tenho permissão para entregar meus próprios demônios nos braços de outro ser, sinto amor. É raro, muito raro, porque a maioria de nós fica na superfície, num algo de não sei o quê de temores e tremores ao pensar na confissão. A maior confissão a ser feita nunca foi sobre as palavras "Eu amo você"... eu as trocaria facilmente pelas palavras, talvez não tão impactantes nem tão diretas quanto almejamos mas de um poder destruidor-formador de mundos, como uma bola de demolição, como uma orquestra de uma só canção, como a realização do sublime sobre a Terra. Quais palavras? Aquelas que, em resumo, poderiam assim ser inscritas numa alma: "Eu confio em você. Eu confio tanto em você que entrego minha história aos seus ouvidos. Eu confio tanto em você que me derramo inteiramente em seus braços. Eu confio tanto em você que revelo os segredos da minha existência. Eu confio tanto em você que me deixo completamente em seus olhos. Eu vejo você e sei que você me vê."
Quem faria tal despropósito? Quem, tão desatentamente, diria um EU TE AMO assim?
eu... e aquelas pessoas que hoje chamo de amigas e amigos. Raros, poucos, caros! As melhores companhias que eu poderia encontrar na vida.
noi soul
Primavera de 2025
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