Fio de sanidade...
As pessoas… nós. Verdade, eu também sou uma pessoa. Às vezes esqueço-me disso e começo a olhar como se eu estivesse de fora, observando de longe as criaturas que somos, como agimos. Rio dos nossos devaneios tolos, dos sonhos estúpidos de dominarmos uns aos outros, dos presságios malfeitos, dos desígnios incoerentes. Eu rio da nossa insensatez, da nossa subjugação, do nosso medo frequente de sermos… esquecidos! Quem deseja ser esquecido? Todos parecem se comportar como máquinas programadas para a própria morte. Não quero dizer que estejamos bem conscientes disso, mas provavelmente estamos acordados; em algum nível, estamos, sim, acordados. O quanto realmente nos importamos uns com os outros? O quanto realmente queremos um bem coletivo? Ou estamos lutando para parecer, sempre parecer, os bonzinhos, os seres altamente evoluídos de uma natureza esdrúxula que escolheu os seus preferidos, queridos humanos, para dominarem a porra toda. Não espere de mim palavras doces, caro leitor....