Cotidiano incomum
era sábado, dia sem muitas pretensões a não ser dar conta de uma parte da faxina da casa e de ir a um Sarau Litero-musical para o qual eu havia sido convidada no dia anterior. recebi mensagem no grupo das amigas e a informação que uma delas colocou era triste... a mãe dela havia falecido. foi o suficiente para modificar toda a atmosfera do dia, da rotina programada e planejada, do tempo que parecia suficiente para dar conta de tudo e agora simplesmente virava estilhaços junto com as memórias-fragmentos que aquela mensagem me despertou. eu até busquei seguir meu cronograma, coloquei fone de ouvido, fui limpar a varanda e depois dar um tapa no único banheiro que tem aqui em casa. chorei, fiquei com raiva, chorei, fiquei triste, chorei, fiquei revoltada, chorei... por que as pessoas morrem, por que morremos? por que tememos tanto a morte se sabemos que ela anda sempre à espreita? por que não temos respostas legítimas e palpáveis para nossos questionamentos existenciais? chorei até me aca...