Colapso temporal


Vocês acham que estão fazendo 

A REVOLUÇÃO, 

crianças

Mas estão apenas 

REpetindo os passos dos vossos pais

Neste país tão degradado

Segregado

Foi consagrada a maldição 

Da boca que come a boca

Da serpente sem dente 

Tão impune-mente 

A mais nova ideia 

De 100 anos atrás 

Gritos em praças 

Sonhos das valsas

Pigmentos de heróis e heroínas 

Da outrora

Do acender da aurora

Ou do acaso do ocaso

Tão mórbido 

Quanto breu

Tão fora do eixo quanto 

Um você e um eu

Continuem, crianças

Vossa saudosa revolução 

É necessária a cada nova geração 

Pensar que faz o novo

De novo

E de novo

Pensar que faz renovo 

E, aos trinta e poucos, descobrir 

Que tudo não passou de simulacro ou dis-simulação

Daquilo que um dia foi

E do que poderia vir a ser 

E de um passado im-perfeito

Ou de um futuro do presente 

Ou de um presente do futuro!

Oxalá, desta vez, seja real!

Como quisera este REnasCER... 




noi soul

Ou Celéstyan 

Ou outra qualquer

Num dezembro fervente e demente de 2025

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