escrevo cartas que nunca enviarei
comecei a fazer isto para mamãe. fiz uma carta para ela, mas o endereço estava um tanto inalcançável, então guardei a carta na minha carteira junto com documentos que talvez nunca utilize. lá também tem um grão de mostarda que ganhei em algum evento do qual já participei. uma sementinha pífia, nada que pareça valer a pena, mas não consigo me desfazer dela. é como um amuleto às reversas para me lembrar da minha falta de sorte. não sou a pessoa mais sofrida ou mais sofredora do mundo, disso eu sei. talvez eu nem esteja na média. talvez eu seja uma das pessoas mais sortudas do mundo. é... e isso não me deixa em paz. mas descobri que posso ajudar outras almas atormentadas a sorrir um pouco, mesmo que eu não saiba contar piada nem ser palhaça. estou aqui lutando contra o sono para conseguir escrever diretamente no Blogger algo que faça sentido (e que faça sentir), só para dizer que retornei. e que, sim! talvez, talvez eu compartilhe alguma palavra que valha a pena seu tempo por aqui. e falarei de cartas, falarei de correspondências... precisarei falar de Rosa Custódia e de Celéstyan, bem como de Êni e de Medeia. de vez em quando, falarei também de mim. falarei de nós e dos nós que nos entrelaçam. falarei bobagens e falarei viagens, falarei o raso com profundidade e a profundeza com uma poça de palavras escoantes. minha cabeça não para de doer há um ano. não sei se são as vistas, se são as responsabilidades, as irresponsabilidades, ou as paixões intempestivas. sei que estou descobrindo-me nesta existência insana e, como livre movimento que sou, preciso de pausas... mas retornei. com novidades e com mais invenções de um mundo possível para estes nós.
como devo assinar?
noi soul
Noiane Souza
Celéstyan??? será que ela já me perdoou? porque eu ainda não a perdoei. Enfim, ainda não é o fim. Espero.
Outubro lacrimoso de 2025
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