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Mostrando postagens de agosto, 2026

perambulações pela via dos poetas mortos

  É estranho acordar em desacordo com as cores do céu  Eu, cinza Ele, azul Eu, tristeza Ele, solar não gosto quando estamos assim comprometidos nossa discrepância aumenta meu desânimo  vejo um passarinho depois, dois! por fim, a árvore do canteiro Fernando Pessoa, lotada de seus pios e cismas hoje passei por Manoel e por De Barros e me identifiquei  galhos secos, poucas folhas no cucuruto  lembrei-me que estamos no inverno e eu me sinto passando pelo meu inferno astral há dias piores adio os melhores, de propósito! sinto dores pelo corpo  ninguém explica não há remédio que baste e atravesso a avenida turbulenta  de um lado, Cora Coralina, pura! do outro, Clarice Lispector, louca! sou ambas na mesma estação  sorrio de novo sou todo esse povo inconformado sou o espírito desviado  sou o conta-gotas da Nuvem e, então, subo as escadas  de casa e da vida  e entrego-me a uma música melancólica  é bom ter companhia na solidão... ______...