Sobre o peso de guardar o que deseja crescer
Sobre o peso de guardar o que deseja crescer Tudo vai me apertando Como uma saudade inflamando meus sentidos A roupa não cabe O coração não cabe O alma não tem cabimento em si Esmaga Esfarela Esfacela Desfaz o gosto agridoce do sangue sobre as costelas O diafragma congela Sobre os pulmões dormentes Sinto os alvéolos doentes De tanto sentir falta dum sei lá o quê Que nunca, nunca, nunca vivi De um tempo projetado à frente Um futuro tão ausente Perto demais para ser visto Longe demais para ser quisto Eu sou cisto implantado bem no cerne Crescendo desordenadamente Corroendo minha própria mente Mentindo o que sente por medo Sufocando Sufocando Amando Amando Querendo tanto e Em tão bem guardado segredo... noi soul