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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Sobre o peso de guardar o que deseja crescer

Sobre o peso de guardar o que deseja crescer Tudo vai me apertando  Como uma saudade inflamando meus sentidos  A roupa não cabe O coração não cabe O alma não tem cabimento em si Esmaga Esfarela Esfacela  Desfaz o gosto agridoce do sangue sobre as costelas O diafragma congela  Sobre os pulmões dormentes  Sinto os alvéolos doentes  De tanto sentir falta dum sei lá o quê Que nunca, nunca, nunca vivi  De um tempo projetado à frente  Um futuro tão ausente  Perto demais para ser visto Longe demais para ser quisto  Eu sou cisto implantado bem no cerne  Crescendo desordenadamente  Corroendo minha própria mente  Mentindo o que sente por medo Sufocando  Sufocando Amando Amando Querendo tanto e Em tão bem guardado segredo... noi soul

Colapso temporal

Vocês acham que estão fazendo  A REVOLUÇÃO,  crianças Mas estão apenas  REpetindo os passos dos vossos pais Neste país tão degradado Segregado Foi consagrada a maldição  Da boca que come a boca Da serpente sem dente  Tão impune-mente  A mais nova ideia  De 100 anos atrás  Gritos em praças  Sonhos das valsas Pigmentos de heróis e heroínas  Da outrora Do acender da aurora Ou do acaso do ocaso Tão mórbido  Quanto breu Tão fora do eixo quanto  Um você e um eu Continuem, crianças Vossa saudosa revolução  É necessária a cada nova geração  Pensar que faz o novo De novo E de novo Pensar que faz renovo  E, aos trinta e poucos, descobrir  Que tudo não passou de simulacro ou dis-simulação Daquilo que um dia foi E do que poderia vir a ser  E de um passado im-perfeito Ou de um futuro do presente  Ou de um presente do futuro! Oxalá, desta vez, seja real! Como quisera este REnasCER...  noi soul Ou Celéstyan...